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Teoria do Futebol

Tudo sobre Futebol, os metodos, os conceitos, os princípios, 
os processos e toda a organização tatica do futebol!

Como errar menos passes no futebol?

O passe é o elo de ligação entre dois jogadores. É a forma como eles comunicam. É pelo passe que qualquer equipa mantém a posse de bola, que a protege da pressão ou que a aproxima. É a ação técnico-tática que mais devemos valorizar, porque permite quase tudo no jogo, porque permite vencer, por evita perder, porque faz jogar à bola.

Pessoalmente, a ação técnico-tática que mais dou valor é o passe. Por o passe não se limita apenas a entregar a bola a um colega da equipa. Através do passe, podemos fazer tudo no jogo para nos levar à vitória. Não há golos sem passes. Não há posse de bola sem passes. Não há contra-ataques sem passes. Não há nada sem passes no jogo.


Mas então, fica a pergunta: como levar a nossa equipa a não errar passes no futebol?


É preciso muito para não errar passes. Mas que pode ser conseguido de forma simples: quem passa, tem que saber passar; quem recebe, tem que saber receber; e o passe tem que ter um objetivo. Tudo isso é necessário para que um passe seja feito e para que o mesmo tenha valor.


Por exemplo, a nossa equipa pode ficar o tempo todo a trocar a bola de um lado para o outro, mas se os passes não tiverem nenhum objetivo, apesar de serem eficazes, não são eficientes.


Mas o que é isso de eficácia e eficiência?

Nós podemos olhar o resultado final de um jogo e muitos canais de televisão apresentam a percentagem de passes efetuados com sucesso. O que eles não apresentam é a eficiência dos passes, ou seja, quais deles serviram para alguma coisa no jogo.


Eficácia é quando nós conseguimos fazer com que algo seja acabado e tenha valor. Logo, conseguir uma elevada eficácia nos passes indica que conseguimos passar muitas vezes a bola. Porém, quando são poucos passes a arriscar alguma coisa, quando são poucos os passes que servem para manter a posse de bola ou que tem algum objetivo, são passes pouco eficientes.


Assim, podemos considerar um passe ineficiente como um mau passe. E fazer um passe ineficiente, equivale muitas vezes a fazer passes errados ou a perder bola. Devemos pensar que, para que possamos errar menos passes:

Os passes devem ter um objetivo

Um passe deve sempre ter um objetivo. Em que momento está a equipa? O que é necessário fazer? Se estamos em ataque, um passe tem que ser rápido e focado para a baliza. Se precisamos descansar, um passe deve ser simples para uma zona sem pressão. Se pretendemos subir no terreno, devemos assumir algum risco para que o adversário seja atraído pela presença da bola. Se pretendemos abrir o adversário da sua amplitude, o passe deve ser lateralizado. Se pretendemos tirar a bola da zona de pressão, um passe deve ser dirigido a um colega sem marcação, mesmo que seja para trás ou para o lado.

A qualidade técnica tem que estar presente

Tanto de quem recebe como de quem passa a bola. Um passe não é só passar a receber, pois exige mais do que isso. Passes simples são fáceis, mas para equipas que se pretendem grandes, há passes a rasgar, medidos quase ao centímetro; há passes difíceis de receber, mas que podem deixar jogadores completamente isolados ou linhas bem ultrapassadas, mas que nem todos os jogadores são capazes de receber.

O que o jogo pedir

Se o jogo pede que a nossa equipa ataque, por exemplo um passe arriscado para uma zona perto da zona de finalização e que deixaria a nossa equipa próxima a condições de finalizar, não é necessariamente um mau passe. Foi um risco a que nos submetemos para tentar o golo. O adversário pode até estar com mais receio da próxima vez, assim como somos capazes de procurar a vitória e não nos limitarmos a defender como fracos.


Porém, se o jogo nos diz que não podemos atacar, não vamos atacar só porque sim, ou porque treinamos alguma rotina durante a semana. Não podemos robotizar jogadores e levá-los a cometer ações desnecessárias. Devemos é mostrar-lhes o jogo, para que cada finta, cada passe, cada toque na bola, cada movimentação, seja objetiva, que tenha uma razão de ser, e não porque foi traçada no papel.

Conclusão

O passe deve ser tão simples quanto possível e tão arriscado conforme necessário. Cada passe, quando se pretende levar a bola para o ataque, terá uma certa parte de risco, que aumenta com a aproximação da baliza. Cabe, ao portador da bola, avaliar o risco antes de tentar o passe, e aos colegas do portador da bola, manterem linhas de passe, aumentando a possibilidade de decisões do portador da bola e diminuir o risco de a perder. 

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