Teoria do Futebol

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"Isto não é tirar o Manel e meter o Joaquim" - Jorge Jesus

Não é fácil ensinar quem tem a mente fechada. No futebol, existe muito para aprender, muito para explicar, muito para compreender, muito para ensinar. Isto não é tirar o Manel e meter o Joaquim, como disse Jorge Jesus, e com razão, mesmo que isso seja uma piada para os mais ignorantes. É algo bastante complexo. 

Jogar FIFA ou FM é fácil e divertido. Afinal de contas estes jogos precisam ser interativos para serem vendidos. Mas e se surgir um jogo de futebol onde se simula o trabalho completo do treinador, onde se fazem planos de treino, se desenha exercícios e estratégias, onde realmente se exigem resultados pela administração, onde dizer "isto não é tirar o Manel e meter o Joaquim" vira piada para os ignorantes, um jogo com tantos adeptos. 

Vamos pensar que determinada equipa tem 3 treinos por semana, de hora e meia cada. A cada semana, são 6 hora de trabalho, cujo 75% do tempo é feito em treinos. Onde se dá a maior parte da evolução do jogador? No treino. É no treino que se cometem erros, é no treino que os erros são corrigidos, é no treino que se constrói uma equipa, é no treino que se evolui. Um treinador não chegará ao sucesso apenas por fazer uma substituição ao acaso. Chegará ao sucesso se, durante a semana, trabalhar situações que potenciem substituições de qualidade. 


Um exemplo prático para o mais ignorante. Vamos supor que determinado treinador treina a sua equipa para um 4-3-3 com triângulo no meio campo de base alta, isto é, um trinco e dois médios. Em determinados jogos da época, o trinco auxiliará pouco e um médio ofensivo seria muito mais útil. Porém, a substituição de um pelo outro obriga a equipa a alterar a sua dinâmica, o que exige outros processos, que devem ser treinados previamente para que tenham qualidade.


Outra situação. Avançados e pontas de lança gozam do estatuto de marcar golos. Tal significa que ter mais atacantes representa marcar mais golos. Se em determinado modelo de jogo tivermos 4 jogadores ofensivos, é preferível ter um ponta de lança e 3 médios ofensivos que dois, três ou quatro pontas de lança e menos médios. Não por serem médios, mas pela sua distribuição no campo, nas suas diferentes tarefas e pela possibilidade de criar uma dinâmica ofensiva superior. Acredito fielmente que dinâmicas de qualidade levam mais ao golo do que ter apenas jogadores ofensivos. 


O golo não aparece por ter mais atacantes ou por criar um caudal ofensivo cheio de oportunidades de bolas para fora. Aparecem quando existe uma equipa, onde todos defendem e todos atacam. Se a equipa perde a bola, os atacantes fazem parte da equipa que defende, e por isso são defesas. Se ganha a bola, os defesas fazem parte da equipa que ataca, logo são atacantes. Não existem jogadores com funções isoladas. 


Jorge Jesus afirma, e com razão, "Isto não é tirar o Manel e meter o Joaquim".

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