Teoria do Futebol

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Coragem, uma competência necessária ao sucesso

Como podemos definir competência, é uma questão que devíamos colocar a nós mesmos se queremos realmente alcançar o sucesso. O que é ser competente? O que devemos fazer para nos tornarmos competentes? Quais são as habilidades necessárias? Uma das melhores coisas que existem na vida é a reflexão. Observar, refletir e chegar a conclusões que nos guiam no nosso caminho do dia-a-dia. 

Uma coisa é certa. Existe muita gente inteligente, mas que não mostra os seus dotes por duas razões que considero fulcrais: não estão a trabalhar numa área ou posição onde podem mostrar os seus dotes, ou não tem coragem para os mostrar. 


Em primeiro lugar, são várias as vezes que ao falar com alguém, esse alguém mostra ser bom em alguma coisa. Pode não ser na mesma área do que nós, que muitas vezes, acabámos por classificar essa pessoa de burra ou incapaz, quando na realidade apenas tem habilidades diferentes das nossas, e até mesmo melhores habilidades do que as nossas. Outras vezes, a pessoa em causa não foi treinado as suas habilidades ao longo da vida, ou a vida não lhe permitiu ou não se encarregou de lhe mostrar quais eram as suas habilidades.


Por exemplo, no outro dia fui tomar café com uns amigos. Um deles levou o seu irmão mais novo (com 15 anos), e apresentou-o através do seu projeto, onde o jovem começava a desenvolver jogos para telemóveis modernos. Um facto é, entre mim e ele, não posso classificar se ele é melhor do que eu, ou eu sou melhor do que ele, mas que, sendo mais novo, é mais capacitado do que eu em programar jogos para telemóveis, e quando tiver a minha idade, continuando o seu trabalho, será muitíssimo mais competente que eu a trabalhar nisso. 


E a verdade é que muitas vezes somos rotulados por não ter habilidades que a comunidade social acha que devíamos ter. Como há coisas que eu não sou bom, acabo mal rotulado por uns, e como sou bom noutras coisas, acabo bem rotulado por outros. Acredito que isto acontece a todos, da mesma forma que acredito que o importante aqui é ter as próprias ideias e seguir o próprio caminho. Não sejamos nós mais uma ovelha que vai com as outras, quando todas vão na mesma direção porque é assim que o rebanho vai. É importante que sejamos capazes de traçar o nosso próprio caminho, e para isso não é necessário ser mal-educado com ninguém. 

Em segundo lugar, inteligência que, aparentemente, nasce connosco. Desde que as crianças são pequenas que se notam se são mais ou menos inteligentes. Não sou psicólogo mas é isso que tenho notado. Agora coragem, essa podemos desenvolver com o tempo, vivendo situações. Por exemplo, nos miúdos nas academias, a primeira fase da aprendizagem será sempre o gosto pelo jogo (se não é, devia ser). Desta forma, o gosto pelo jogo faz a criança ter coragem e vontade de jogar, o que a faz aprender. E não será só no futebol. Se nós, enquanto professores, educadores, colegas de trabalho ou chefes, conseguirmos desenvolver o gosto dos mais novos pelas atividades em que estão inseridos, a verdade é que eles serão mais aplicados, mais corajosos, mais atrevidos, mais competentes. O gosto pela atividade torna-se assim um elemento fulcral na evolução da pessoa com a atividade relacionada.


Em terceiro lugar, quem aprende, tem que lidar com o erro, com o risco e com o desconhecido. Não podemos pensar num trabalho minucioso e organizado para ensinar quem aprende. Por exemplo, colocar uma fila de miúdos a rematar um de cada vez, isso não os tornará melhores na finalização. A organização deve ser nas ideias de quem ensina, que deve saber o que vai fazer e porquê. Para quem aprende, as atividades devem ser compostas por um meio que leve os aprendizados a cometer erros, a lidar com o risco e a descobrir o desconhecido. Desta forma, após o primeiro erro, terão mais coragem para voltar a fazer, mesmo que errem, mas com mais vontade e com mais qualidade. Após começar a lidar com o risco, começam a pensar o que fazer a cada vez que surge um novo desafio. E após lidar com o desconhecido pela primeira vez, vão em frente. Isso é o resultado de aprender a ter coragem, que é aquilo que mais importa. 

Conclusão 

Não me importa se os resultados têm que ser rápidos quando as pessoas não são competentes para tal. A realidade é que a grande maioria vive frustrada atrás dos resultados rápidos, mas fracos, pois as suas habilidades não lhe permitem ter resultados melhores. Porém, como essa fatia da população desespera por resultados, não tem coragem de desviar do seu caminho por um pouco e treinar as suas habilidades. No fim, sabemos como é: aqueles que tiveram CORAGEM de seguir por um caminho alternativo, foram aqueles que seguiram o caminho da sorte.

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