Teoria do Futebol

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6 atitudes de um treinador para desenvolver gosto pelo jogo

Acredito que todos os treinadores desejam ter um plantel com uma vontade indomável dentro de campo, de lutar para vencer a partida. Querem ver jogadores cheios de vontade, de empenho, de garra, e que não sejam desconcentrados nem por um segundo durante a partida. Desejam ter jogadores criativos, rápidos a pensar, rápidos a agir, a fazer tudo bem, como se algo de natural se tratasse. Acontece que, muitas vezes, a forma como treinamos e organizamos o treino, não se enquadra com os resultados finais que esperamos obter. 

O desejo pela vitória, ou o medo de perder, impedem muitas vezes que o treinador consiga levar um projeto adiante, com resultados positivos. São vários os fatores que impedem vários treinadores de criar equipas de sonho, fatores internos e externos, onde alguns deles não podem de forma alguma, serem controlados.


A apresentação da equipa no jogo é a forma como a equipa é treinada durante a semana. É um reflexo do trabalho efetuado dentro do clube, dentro do campo de treino, com as condições de treino e com a forma como estas são aproveitadas. O jogo reflete a qualidade de trabalho, geralmente atribuída ao treinador. A necessidade que cada treinador tem em vencer, leva-o muitas vezes a treinar diferente daquilo que deveria, impedindo-o de levar a equipa para patamares mais elevados.

Vamos refletir um pouco acerca destes comportamentos, que podem auxiliar imenso nas tarefas de um treinador, de forma positiva:


1. Impedir que os jogadores corram riscos


No treino, não temos como simular um confronto perante um Cristiano Ronaldo enfurecido ou um Messi endiabrado. Nem teremos um estádio cheio a assobiar cada vez que tocamos na bola, nem teremos adversários a mandar bitaites ao passar pelos nossos jogadores. Simplesmente, há fatores que não temos como preparar, e só a experiência dos jogadores pode ajudar a combater esses fatores.

Em dias de treino intenso, encurte o espaço dos exercícios, faça os jogadores pensar mais depressa, faça os jogadores quererem ser bem-sucedidos em vez de não serem mal sucedidos. Encoraje-os quando entram em campo. Os jogadores precisam ultrapassar pelas dificuldades da competição, para aprenderem a usar a sua mente, seja para leitura do jogo, tomada de decisão ou impedir faltas de concentração


2. Cuidado com os elogios fáceis ou gratuitos


Saber elogiar é fundamental, não só para criar uma equipa de sucesso, como para o dia-a-dia. Por cada pontapé que um jogador dá na bola, não o elogie. Por cada golo marcado, não elogie o jogador, apenas lhe dê os parabéns. Elogie o jogador quando este enfrenta uma dificuldade. Desafie o jogador a querer evoluir mais. Estimule o jogador por cada passo que dá em frente, não por cada ação bem-sucedida.


3. Impeça que a culpa seja um obstáculo


Todos querem ganhar, incluindo os nossos adversários. Quando duas equipas entram em campo, só uma pode sair vencedora. Mesmo quando uma equipa joga bem, uma bola que passa dois centímetros ao lado, em vez de bater no poste e entrar, bate no poste e sai. A sorte no jogo, é algo que um treinador não pode controlar. Se a equipa realizar tudo o que foi preparado no treino, e simplesmente não ganhou porque não calhou, atribuir a culpa aos jogadores pode destonar a sua confiança por completo e dar origem a uma série de maus resultados.




4. Ninguém está livre de erros


Num trabalho de uma profissão bastante rotinada, aparecem sempre os mesmos problemas, e as soluções são praticamente as mesmas. Não acontece nada praticamente de especial, e quando se chega ao fim do dia, praticamente não acontece nada de especial. Porém, no futebol, e em outros desportos, tudo é mais imprevisível. Quem tem bola, olha em determinada direção, e tem um colega para receber a bola. No lance seguinte, já não tem ninguém, e em outro lance já se apresenta outro colega diferente do primeiro.


Durante uma partida de futebol, cometer erros é natural. Um passe que não sai num momento-chave é igual a um passe que não sai numa situação qualquer. Um jogador não está virado para todo o lado ao mesmo tempo, nem tem todo o tempo do mundo para pensar. Precisa decidir, e por vezes, comete erros de forma natural. Corrija o jogador, ensine-o, habitue o jogador a tomar atitudes dentro de campo que o levam a cometer menos erros, atitudes essas designadas pelo modelo de jogo e pelos princípios de jogo. Livre-o da culpa do erro e faça-o evoluir. Os melhores jogadores são os que mais erros cometeram na sua carreira


5. Evite ter um jogador às cegas no campo


Por vezes, alguma coisa não está bem com um jogador, ou este não compreendeu qual é a sua função ou aquilo que está a acontecer no jogo. Talvez esteja nervoso, ou o seu conhecimento impede-o de perceber o que se passa no jogo. Quanto melhor for a compreensão do jogador pelo jogo, melhor será a eficiência do jogador dentro de campo.


6. Tenha carater com os jogadores


Gritar não é uma solução para treinar jogadores. Falar alto, fazer com que se seja ouvido, explicar o que quer e o que precisa, é diferente de berrar para se fazer ouvir. Os jogadores ficam cansados de treinadores que só ralham ou que impõe autoridade a todo custo, acabando desconcentrados, porque simplesmente desligam quando o treinador lhes grita. Os jogadores precisam de sentir paixão pelo treino e pelo jogo. Faça-os viver dentro das quatro linhas.

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