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Periodizacao convencional

Posted by Valter Correia on May 24, 2011 at 7:00 PM

       Como prometi, vou falar um pouco da periodização convencional. Podem ver aqui o post que é seguido por este, no que trata da periodização e especificidade do treino.


       Vamos lá então. Tratando o assunto de forma resumida, a periodização convencional não é nada mais que treinar o nível físico dos jogadores e/ou atletas. Como reparam em baixo, todos os conceitos relacionados com este tipo de periodização estão pouco relacionados com a tática, ao invés do físico:


  • A periodização convencional está mais focada na componente física, em relação às outras dimensões;
  • Divide a realidade complexa que é o futebol em vários períodos, fases e fatores, de forma a controlar e quantificar esses "comportamentos";
  • Divide a época em três períodos gerais: preparatório, competitivo e de transição;
  • A cada periodo ou fase, esta forma de treinar procura atingir objetivos relacionados com qualidades ou capacidades físicas abstratas (força, resistência, velocidade), para que seja possível passar à fase ou período seguinte;
  • O período de preparação é longo;
  • O período preparatório é fundamental para toda a época;
  • Este período está dividido em duas fases principais: a geral e a específica, em que a primeira fase é imprescindível para a segunda;
  • O segundo período, o competitivo, está dividido em 3 outros períodos inferiores: desenvolvimento e conservação da forma, reconstrução da forma e conservação da forma;
  • A componente volume, que se entende como quantidade de algo, é sobrevalorizada em relação à intensidade numa grande parte do período preparatório;
  • Quanto às componentes volume e intensidade, aparecem numa dimensão universal e abstrata;
  • A intensidade das cargas inicia-se com valores muito baixos, que vão aumentando. O volume vai aumentando até certo valor "máximo" na primeira fase, descendo para valores intermédios na segunda;
  • Baseado nos efeitos retardados das cargas, esta periodização procura pelos "picos de forma", passando uma ideia que não é possível mantar a forma durante toda a época;
  • Na primeira fase, existe uma elevada incidência na preparação e/ou treino geral em detrimento do específico. Na segunda fase, é ao contrário.


       Estudando as alíneas descritas, percebe-se facilmente que a periodização convencional não está muito enquadrada com as necessidades do futebol. No entanto, o futebol moderno têm aspetos em que estes conceitos da periodização tática não se enquadram. São eles:

  • o período preparatório é muito reduzido e as exigências competitivas muito elevadas;
  • o período competitivo é muito grande;
  • quadros competitivos longos e competições em simultâneo;
  • elevado número de jogos;
  • existe a necessidade de alto rendimento durante toda a época.

       Devido à grande necessidade de obtenção de resultados desde o início da épica, esta forma de treinar não é muito adaptável às grandes equipas. Podemos ver o exemplo das equipas europeias, que desde logo cedo lutam pela Liga dos Campeões, que é muito importante. E mesmo quando as equipas se deslocam para digressões, a obtenção de resultados é obrigatória, pois a imagem da equipa e do clube vale muito.


       Aqui está, de forma aprofundada, a periodização convencional. Basicamente, é uma forma de treinar, que, com o tempo, se ai tornando parte do passado. No entanto, é do passado que retiramos conclusões e procuramos soluções para o futuro.


Até já

 


 

 

Categories: Treino

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