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Licoes que podemos aprender com Alex Ferguson

Posted by Valter Correia on May 9, 2013 at 9:50 AM

Sempre apreciei as lições que podemos aprender com os grandes treinadores, como Fabio Capello e José Mourinho. Após ter anunciado recentemente que vai abandonar o Manchester United, decidimos deixar um tributo a Alex Ferguson, através de um artigo com três lições que podemos aprender com este magnifico treinador. Partilhamos ainda uma lição extra, muito importante para a vida de qualquer um de nós.


     "Algumas vezes você tem aquele vizinho barulhento. Você não pode fazer nada em relação a isso. Ele sempre será barulhento. É preciso seguir com sua vida, ligar a televisão e aumentar um pouco o volume."


 

       Entre provocações e guerrinhas tidas com um rival, esta foi uma resposta proferida por Alex Ferguson. E tem toda a razão. Durante as nossas vidas, a partir do momento que começámos a encontrar inimigos ou adversários, é muito provável que seja esse momento quando entramos em competição nas nossas vidas ou as aceleramos. No entanto, muitos desses inimigos, não nos estão a faltar ao respeito nem desejam o nosso insucesso. Inconscientemente, apenas estão a colocar pressão em cima de cada um de nós, tanto para dificultar o nosso caminho como por orgulho próprio.




 

       Quantas vezes não tiveram colegas de trabalho que dizem mal apenas por dizer, mas que não capazes, de forma alguma, renderem como nós podemos render? E mais do que isso, por uma questão de orgulho pessoal, iremos sempre ter alguém que não gosta de nós nem do nosso trabalho, e que vai sempre apresentar dicas e conselhos daquilo que devemos ou não fazer. Neste caso, podemos e devemos dar ouvidos ao que os outros têm para nos dizer, pois nem sempre nos falam de má-fé, apenas não comunicam como querem que nós entendemos a mensagem. Porém, tudo o que ouvimos, devemos ser sempre nós a julgar cada uma das decisões que devemos tomar, sem nunca deixar a opinião alheia interferir:

 

 

- porque cada pessoa tem a sua própria experiência de vida, e não sabe tomar decisões fora do seu mundo, porque não tem experiência fora do seu mundo

- pois muitos são falsos amigos e apenas querem algo de nós, e apenas querem hoje, não amanhã

- e porque por vezes há sempre alguém que fala só por falar, sem sequer saber pressionar ou fazer qualquer jogo psicológico. Para estes, o melhor que há é deixá-los falar.

 

       Neste caso, não há nada melhor do que deixar o vizinho falhar, porque quando se acabarem os programas de televisão para ele ver, nós já temos o nosso canal de televisão, ou seja, já temos a nossa vida organizada.


     "Você tem que se adaptar, organizar os egos, organizar as personalidades e motivar os que tem tudo. Esta parte do trabalho é essencial."


 

       Concordo completamente com o treinador escocês nesta lição relacionada com a liderança. Quanto mais profissionais são os atletas, mais difícil será escolher um caminho para eles, porque esses jogadores profissionais julgam o treinador e o futebol pelas próprias ideias, mesmo que erradas. A difícil tarefa que cabe ao treinador é mostrar um caminho que eles podem seguir, fazê-los acreditar num objetivo comum a toda a equipa, fazer o ego baixar e fazer o jogador compreender que os objetivos da equipa são mais importantes que o valor que o jogador sente em si mesmo.




 

       É perfeitamente natural e saudável ter orgulho naquilo que nós fazemos, ter orgulho no valor que acreditamos ter e ter orgulho naquilo em que realmente nos distinguimos dos demais. No entanto, existem limites mínimos e máximos de orgulho, onde, fora desses limites, deixa de ser saudável para o jogador. Quando um jogador sente pouco orgulho em si mesmo, desmotiva-se, deixa de encontrar força interior para lutar pelos seus objetivos e deixa de tentar alcançá-los. À vista da sociedade, pessoas pouco orgulhosas são pessoas de valor, mas não passam de opiniões. Na realidade, pessoas pouco orgulhosas precisam de um pequeno empurrão para levantar a própria vontade de vencer, porque valor é o que essas pessoas têm, mas não sabem que o tem. É preciso demonstrá-lo.

 

       Quando o orgulho do jogador está demasiado alto, o jogador tende a considerar-se melhor que os colegas de grupo. Como ninguém gosta de se sentir inferior, mesmo com colegas da própria equipa, será importante ajudar este jogador cujo ego está a afetá-lo, impondo limites ao seu ego. Assim, impede-se a formação de problemas e grupos dentro da equipa, pois alguns jogadores afastam-se desse jogador e outros jogadores tendem a seguí-lo, acreditando que esse jogador é o líder. Entretanto, o líder é o treinador e não um jogador qualquer, e nunca se deve deixar ultrapassar por um jogador.


 

     "O futebol é cada vez mais um jogo de xadrez, e no xadrez, se você perder a concentração por um segundo, perde o jogo."


 

       Esta é sem dúvida uma lição que todos devemos incorporar em nossas vidas, especialmente quando traçamos objetivos quer pessoais, quer profissionais. Não existem fórmulas de sucesso que possam responder a todos as nossas necessidades, ou seja, determinadas formas de nós sermos funcionam numa sociedade, mas essas formas de ser já não funcionam em outra personalidade. Mesmo a forma como realizamos determinadas tarefas não funcionam para realizar outras tarefas. Isto quer dizer que, cada coisa tem o seu jeito de ser e a sua forma de ser trabalhada.




 

       Porém, tudo o que nós realizamos tem algo em comum, a que eu chamo "Caminho para percorrer". Algumas tarefas tem um caminho curto para percorrer, outras tem um caminho mais longo, mas todas tem um caminho para percorrer. Durante esse caminho, vamos sempre encontrar obstáculos, e certamente que os vamos ultrapassar. Entretanto, o tempo que demoramos a percorrer esse caminho depende sempre da atenção que depositamos durante a viagem. Repare na imagem seguinte. O esquema é muito simples e representa bem este parágrafo. Existem dois caminhos diferentes para um único objetivo. Se você se concentrar em alcançar o seu objetivo, irá direto até ele pelo caminho mais curto e rápido. Mas se você se distrair com a paisagem, acabará por chegar mais tarde ao seu destino e perceber que o tempo que você perdeu é o tempo que vai precisar para desfrutar do prémio por ter alcançado o seu objetivo.

 

       "Os problemas resolvem-se no futuro, começando agora mesmo, mas a resposta está no passado."

 

       Esta lição não vem de Alex Ferguson, mas tomei a liberdade de a adicionar a este tópico, tal importante que a considero. À medida que nós vamos continuando o nosso caminho ultrapassando as nossas barreiras e buscando um novo objetivo, vamos encontrar sempre dificuldades pelo caminho, dificuldades essas que nos influenciam imenso e deixam marcas na nossa personalidade e no nosso interior. Estas dificuldades, como o medo, a ansiedade, a emoção (sim, também é um problema e dos grandes, quando é negativa) são dificuldades a que nós ficamos agarrados ao nosso passado. Precisamos nos libertar dessas dificuldades, voltando ao passado, onde éramos mais fracos, entender onde erramos e porque erramos, e encontrar resoluções para este tipo de dificuldades. Um dia, quando voltarmos a sentir essas dificuldades, estamos prontos para voltar a enfrentá-las, desta vez com mais força.


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Categories: Treinadores e Entrevistas

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1 Comment

Reply Manuel Domingos
3:53 AM on May 10, 2013 
Será que o Benfica ganha amnhã