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Descubra a filosofia de um dos melhores metodos de ensino do mundo

Posted by Valter Correia on March 26, 2013 at 3:15 PM

       Quando falamos em métodos de ensino de futebol, sempre reparámos que cada treinador tem a sua técnica de ensino que utiliza no treino de futebol de campo. Dada a realidade do futebol, onde a concorrência é sempre elevada, importa ao atleta aprender rápido, de forma eficaz e qualitativa. Nem sempre é fácil conseguir encontrar um método de ensino realmente eficaz, por existem muitos fatores que influenciam no treino dos atletas, mas este é seguramente o melhor método de ensino ou um dos melhores métodos de ensino de futebol de campo. Mesmo quando temos métodos de ensino de excelência, precisamos também de ser organizados como treinadores e saber utilizar o material correto. Este artigo apresenta 25 dicas para melhorar a sua organização enquanto treinador de futebol.

 


 

       Para que seja possível ensinar, o treinador necessita dominar três características essenciais, possibilitando a facilidade no processo de ensino, isto é, dominar algumas características que tornam mais fácil ensinar os jogadores:


        Paciência: Nem todos os jogadores conseguem aprender da mesma forma, assim como também não conseguem aprender os mesmos conteúdos no mesmo espaço de tempo. Uns demoram mais, outros demoram menos e outros necessitam ainda de aprender fundamentos e conceitos antes de aprender o que o treinador pretende. Para ensinar, é necessário paciência e esperar pelo momento que os jogadores finalmente conseguem aprender o que o treinador deseja, evitando pressão aos jogadores e conflitos desnecessários.

        Amizade: Normalmente, sentimos vontade e temos mais capacidade para aprender com pessoas em quem confiamos e partilhamos experiências positivas. Assim, o treinador deve ser um amigo, companheiro e conselheiro do seu grupo desportivo. Através de ações que geram confiança nos jogadores, o treinador pode usar essa confiança para ensinar o que pretende aos atletas, pois estes estão mais recetivos para aprender com alguém que sentem ser da sua confiança. Afinal de contas, todos nós damos mais ouvidos aos nossos amigos do que a desconhecidos e inimigos, não é assim mesmo?

        Distância: Quando pretendemos ser profissionais, existe uma mão cheia de coisas que não podemos abusar, incluindo na amizade. Por vezes, ser demasiado amigo dos jogadores pode levá-los a confiar que tem autorização para brincar no treino e nos jogos desportivos, sem sentir preocupação ou receio de serem corrigidos, e pior do que isso, sem sentir responsabilidades em representar a camisola que vestem e a posição que ocupam na equipa. Claro que existem níveis de amizade de tal forma elevados que os jogadores sentem que devem respeito ao treinador e por isso tentam ser profissionais. Entretanto, é muito importante impedir estar demasiado próximo dos jogadores, impedindo demasiada liberdade aos mesmos. O objetivo do treino é evoluir os jogadores em vez de brincar, exato?




        O método de ensino com a melhor relação entre simplicidade e produtividade


       Existem imensos métodos de treino a nível mundial, onde uns são mais eficazes em algumas situações, outros são mais eficazes noutras situações, mas não existe nenhum método infalível para ensinar. Porém, existe um método muito simples e prático, que vamos estudar de imediato. É um método, ou melhor dizendo, uma filosofia de treino, que se adapta a vários métodos de treino, possibilitando a sua fácil utilização pelo mundo inteiro. As fases são compostas por Observação, Explicação e Evolução


        Primeira fase do método de ensino: Observação


        Como todos sabemos, os jogadores não são todos iguais, e certamente que não podem aprender todos da mesma forma. Antes de iniciar o processo de aprendizagem, convém avaliar qual será o caminho mais rápido para ensinar os jogadores, através:


        Da sua personalidade: Determinação, paciência, tranquilidade, motivação, são características referentes à personalidade do jogador que interferem no processo de ensino. Por exemplo, jogadores determinados conseguem aprender muito mais rápido, e jogados com baixa autoestima necessitam de ser tranquilizados antes de dificultar o processo de ensino.

        Do seu passado: Certos jogadores praticam futebol há mais tempo, participam em mais partidas e tem mais experiências vividas com a bola nos pés. Por norma, jogadores mais experientes conseguem aprender mais rápido quando comparados com jogadores menos experientes.

        Do seu conhecimento: Muitos jogadores jogam futebol por muitos anos, mas o seu conhecimento tático é algo fraco. Mesmo com muitas horas de treino, necessitam de aprender mais do que jogadores com mais conhecimento

        Das condições de trabalho: Cada clube tem as suas condições de trabalho, o que influencia no processo de evolução dos jogadores. É necessário adaptar o processo de trabalho as condições disponíveis, evitando constrangimentos inúteis.

        Do tempo disponível: Nem todos os jogadores conseguem aprender o mesmo dentro do mesmo tempo. Por vezes, encontramos jogadores muito bons, mas que demoram algum tempo a mais a aprender. Se possível, é necessário dar esse espaço de evolução, para que a evolução seja o mais completa possível.


        Através da primeira fase deste processo de ensino, o treinador consegue juntar todas as informações necessárias para orientar o processo nas fases seguintes. Excluir esta fase deste processo não significa que a segunda e a terceira fase tenham sucesso, embora a probabilidade de o conseguir é significativamente menor.




        Segunda fase de ensino: Explicação


        Agora que já sabemos como vamos ensinar, precisamos que os jogadores saibam o que vão aprender e tenham, pelo menos, as noções básicas daquilo que vão treinar. Sendo assim, a segunda fase deste processo de ensino está dividida em duas fases menores e essenciais:


       Explicar aos jogadores o que o treinador pretende - através de palestras, conversas e conselhos, o treinador explica qual é o processo que pretende inserir na equipa, para que serve, quando deve ser utilizado, como deve ser utilizado e por que razão deve ser utilizado. Todos estes "porquês" são necessários aos jogadores, para que estes saibam como resolver as situações de jogo para que a intervenção do treinador deixe de ser necessária durante a competição

        Rodar os atletas em exercícios simples - sou fã incondicional deste modelo de ensino, justamente porque oferece espaço aos jogadores para aprender, sem a pressão de serem bem-sucedidos no curto prazo. Explicar e partir imediatamente para situações ou exercícios difíceis é uma crença sem nexo, que leva muitas vezes os treinadores a gritar desnecessariamente e a colocar ainda mais pressão aos jogadores. Após explicar o que pretende aos jogadores, o treinador deve oferecer experiências para os jogadores experimentarem o que lhes foi explicado. Eles adoram isso.

        Aproveitar esta fase e deixar os jogadores evoluir por si mesmos - experimentado as situações, tirando as próprias conclusões oferece muita estabilidade individual a cada jogador, porque este aprende a pensar por si mesmo e evolui mentalmente, assim como taticamente/tecnicamente.


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        Terceira fase de ensino: Evolução


        Esta fase é considerada a fase de rendimento, porque os jogadores mostram o que aprenderam e estão agora a evoluir muito rapidamente, desde que a segunda fase tenha sido eficaz e completa. Muitos treinadores, e até professores nas escolas, não dão o espaço suficiente para os atletas evoluírem, seja por falta de tempo devido a fatores externos como dinheiro ou competição, seja por falta de conhecimento do treinador ou professor, seja por falta de vontade ou até mesmo porque o treinador não acredita que a segunda fase deste processo seja necessária ou útil à evolução dos atletas.


       Nesta terceira fase, geralmente surge o verdadeiro potencial do atleta à vista do olho comum, uma vez que finalmente começam a surgir, de forma notável, as verdadeiras habilidades dos atletas. Podemos então aproveitar este momento para avaliar a evolução do atleta e estudar:


  • Se o atleta está pronto para dar um passo maior, auxiliando o jogador a dar esse passo
  • Procurar compreender o que correu mal durante a evolução, e melhorar os métodos de ensino e treino
  • Aproveitar a autoconfiança do atleta para reforçar a sua ambição em continuar a evoluir
  • Estudar o aproveitamento do atleta, o que pode e deve voltar à segunda fase para ser reaprendido e corrigido
  • Guardar todas as referências e apontamentos acerca da evolução do atleta, traçando um perfil de evolução do mesmo e estudar o seu potencial futuro.


       Através deste método, é possível estender o potencial do atleta, levando a evoluir muito rapidamente, com ambição, com garra e com energia para aprender mais e melhor. Não acredito que existam muitos métodos mais práticos que este no que diz respeito ao ensino da organização tática, tema referente ao nosso site desportivo.


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Categories: Psicologia e Comunicacao, Treino

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1 Comment

Reply Eliésio Lisboa Da Silva
10:47 PM on March 26, 2013 
Muito bom esse artigo,forte abraço a equipe toda.