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Como encontrar pontos fracos atraves das linhas de marcacao

Posted by Valter Correia on March 12, 2013 at 12:50 PM

       Quando o assunto é a organização tática, existe muito por onde se discutir. Que tal: como analisar um jogo? Quando analisamos um jogo, existe muito por onde explorar, até perceber o que de facto acontece no jogo, tal como: organização das equipas, estratégia delineada, decisões tomadas pelos jogadores, o quanto estão preparadas as equipas para aquele jogo, quais os jogadores que entram em campo, e porquê, entre outras questões. No entanto, o jogo é de tal forma complexo que, ao analisá-lo, devemos tentar reduzi-lo a partes, para que o possamos compreender o todo. Eu não digo dividir por partes, porque na complexidade do futebol, não podemos dividir o todo como se fosse um número. As partes formam mais que o todo, de tal forma que este é complexo. No futebol, 10 + 10 não são 20. Não podemos traduzir o jogo desta forma, pois a natureza do jogo é feita de acontecimentos, não de estatísticas.


        Como todos sabemos, existem quatro momentos essenciais no jogo, que vamos usar para relacionar a distância das linhas de marcação:


Transição ofensiva - quando a equipa recupera a bola e a leva ao ataque

Momento ofensivo - quando a equipa está no meio-campo adversário, a construir ações de finalização

Transição defensiva - quando a equipa perde a posse de bola e se organiza defensivamente

Momento defensivo - quando a equipa está mais do que pronta para defender e tenta a recuperação da posse de bola


       Todos os momentos têm um papel fundamental na movimentação, seja para a equipa que ataca, seja para a equipa que defende. Sempre que uma equipa está em momento ofensivo, a transição defensiva será o momento que se segue, assim como a transição ofensiva será o momento que sucede ao momento defensivo. Portanto, cada equipa está a jogar em determinado momento ofensivo/defensivo, que será sucedido por uma transição ofensiva/defensiva. Acrescentemos ainda que a qualidade de cada momento de jogo influencia o rendimento da equipa e do adversário nos restantes momentos de jogo. Desta forma, sabemos que quando uma equipa recupera a posse de bola, ou a outra equipa a perde, irá ocorrer uma transição ataque-defesa para a equipa que fica sem bola e ocorrerá uma transição defesa-ataque para a equipa que ganha a posse de bola.


       Vamos partir da ideia que devemos atacar de forma organizada. Se o treinador for capaz de montar uma ideia, onde a equipa ataca, mas está preparada para defender, então, os jogadores mais adiantados tem mais liberdade para atacar, pois sabem que os riscos que correm de perder a bola, podem ser compensados pelos colegas que estão ali para defender. Por outro lado, se o treinador pensa apenas em atacar, e esquece, não percebe ou não sabe que de seguida precisa defender, e não prepara a equipa para esse acontecimento, o risco em atacar será teoricamente superior.


       A movimentação de toda a equipa em função da posição da bola no campo


       Através da posição da bola no campo, cada jogador da equipa orienta-se para uma posição ou função. Por exemplo, quando a bola está num corredor, certo jogador ou jogadores devem jogar de uma forma, mas quando a bola cai em outra zona do campo, esse grupo deve ter outro comportamento. Por exemplo, se o treinador define e treina a equipa para pressionar junto aos corredores laterais, se a bola cai num corredor, a equipa deve movimentar-se para essa zona e pressionar quando for o momento para tal. Se a bola cai no outro corredor, a equipa deve movimentar-se para essa zona e pressionar para ganhar a bola ou provocar erro, quando estiver pronta para o fazer.


        Quer isto dizer que o treinador usa a posição da bola no campo para orientar os jogadores, levando-os a cumprir obrigações e a mostrar o que estes devem fazer em campo de acordo onde a bola está. Vamos dividir a equipa por três setores para facilitar a leitura da regra da movimentação ofensiva em função da bola: setor defensivo, setor do meio campo e setor ofensivo.


        Vejamos esta situação de determinada equipa em momento ofensivo:


 

Nesta situação, reparamos que o setor do meio-campo e avançado estão muito próximos e subidos, e o setor defensivo está muito afastado do centro da bola. Analisando a posição dos jogadores da equipa. Reparamos que existe um enorme espaço atrás da linha da bola. Se a equipa perder a bola nesta situação exatamente onde a bola se encontra, existe muitíssimo espaço para percorrer pelo adversário, até alcançar a última linha de marcação. Se a equipa pretender passar a bola ao setor defensivo, a linha de passe é muito extensa e envolve tempo para a equipa se voltar a organizar.

 

        Reparemos também nesta situação:


 

Desta vez, toda a equipa está compacta. A linha defensiva está bem mais subida e próxima do meio-campo. Entretanto, se a equipa perder a posse de bola neste momento, certamente que não tem nenhum espaço livre para percorrer a bola, mas que a pode colocar facilmente nas costas da defesa e ficar sem nenhuma linha entre o guarda-redes e portador da bola. Quanto ao portador da bola da equipa, não dispõe de linhas seguras para passar a bola para trás, uma vez que o adversário consegue pressionar depressa, pois está muito próximo.


        Reparemos também nesta situação específica:


 

Durante a saída de jogo, a equipa dispõe de linhas de passe que podem levar rapidamente a bola até ao ataque. Entretanto, uma vez que a linha de passe é muito longa, antes de a bola chegar ao seu destino, é muito provável que o adversário tenha tempo para intercetar a bola. Portanto, a fraca compactação não é saudável para a equipa que tem a posse de bola.


        E por último, este exemplo:


 

Nesta situação, apesar das linhas da defesa e do meio-campo estarem corretamente compactas e com equilíbrio entre cobertura defensiva, a linha ofensiva está bastante afastada. Assim, se a equipa perder a posse de bola, o adversário dificilmente ultrapassará a postura defensiva da equipa. Entretanto, esta vai demorar imenso tempo para alcançar a bola e pressionar. Se a linha da defesa e do meio-campo estivessem mais subidas, seria mais rápido recuperar a bola, ainda antes da equipa adversária se organizar para contra-atacar.


       Quando analisamos a distância entre as linhas de marcação, encontrámos vários pontos fracos que podemos utilizar para causar desequilíbrios e aproximar a equipa da baliza. Quando as linhas estão muito afastadas, é muito fácil driblar um adversário ou progredir com a bola sem oposição. Quando as linhas estão muito próximas, um simples passe longitudinal (para as costas da defesa, por exemplo), ultrapassa vários jogadores adversários e deixa o novo portador da bola sem oposição para progredir em direção à baliza. Cabe ao treinador ensinar os jogadores a se posicionarem com a distância correta entre as linhas de marcação que estão antes ou depois da sua posição.



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Categories: Estrategias de Jogo

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