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Cinco regras de ouro para virar um resultado negativo ao intervalo

Posted by Valter Correia on January 15, 2013 at 4:50 PM

       O resultado a meio duma partida é um grande influenciador de decisões tomadas pelo treinador. Se a equipa está a perder, o treinador certamente procurará inverter o resultado; se está empatado, procurará levar a equipa para o golo; se está a ganhar, procurará, pelo menos, manter o resultado. O intervalo é uma arma psicológica que muitos treinadores usam para aplicar energia extra aos seus jogadores. Que decisão tomar no intervalo para inverter um resultado negativo foi a sugestão enviada pelo Pedro Barros, à qual vamos responder.




        O intervalo, como escrevi anteriormente, é uma ferramenta extremamente útil para os treinadores. Como o grupo tem tempo para descansar e refletir, o treinador pode tomar decisões táticas, conversar com os jogadores acerca o que está a correr mal, pontos fracos e fortes, e todo e qualquer assunto que seja importante para o jogo, além da palestra de motivação. Independentemente se a equipa está a vencer ou a perder, muitos treinadores reforçam a confiança dos jogadores durante os intervalos, uma vez que dentro do balneário, não existe mais nada a não ser a equipa. Mas vamos ao que interessa.


      Como recuperar de um resultado negativo ao intervalo?


       Antes da partida de futebol, é necessário treinar os processos de jogo que vão ser usados durante essa partida, isto é, ter diretrizes segundo o modelo de jogo que é a identidade da equipa, assim como ter diretrizes segundo o jogo, que são as orientações para esse jogo. Quando uma equipa entra em jogo bem treinada e previamente bem orientada, perder ao intervalo significa quase sempre perder por mera ocasião e neste caso é possível inverter o resultado. Quando os jogadores estão cientes daquilo que podem fazer no campo, será mais fácil inverter o resultado sem pressão e sem nervosismo. Mas quando uma equipa entra no intervalo sem saber o que está a fazer no jogo, sem saber como atacar ou defender, certamente é impossível inverter o resultado. Então, a regra número um é: previamente, treinar os processos da equipa. Não acredito em outra forma de inverter um resultado a não ser que a equipa esteja pronta para o fazer.


       Quando os jogadores sentem que podem ganhar o jogo, estão bem preparados, e subitamente sofrem um golo, não significa que o jogo esteja perdido, mesmo que seja contra um "tubarão" pois vantagem técnica ou tática não vence todos os jogos nem vence todas as ações que se desenrolam dentro de campo. Então, se a equipa está pronta para jogar, porque não reforçar a confiança, desafiar os jogadores a inverter o resultado, fazendo-os acreditar que vai ser uma nova meta para ultrapassar, e que fará deles mais profissionais e mais capazes de enfrentar qualquer jogo? Ações técnicas e ações táticas são orientadas pelo cérebro dos jogadores. Quando um jogador está motivado, sente vontade de vencer, porque não reforçar essa confiança? Quanto maior for a confiança e quanto mais o jogador acreditar que pode virar o resultado, mais fácil será para o jogador realizar qualquer ação técnico-tática com eficácia. Quando um jogador está a jogar bem, incita um segundo jogador a jogar bem, que por sua vez incita um terceiro, o que fará toda a equipa jogar como sabe e como se preparou. Os jogadores apenas precisam de reconhecer que o primeiro passo é o mais difícil, mas do segundo passo para a frente, todos os passos serão fáceis. Regra número dois: reforçar a confiança do plantel.


       Durante a primeira parte, o treinador identificou vários pontos fracos no adversário e reconhece que alguns dos processos para os quais a equipa está pronta são eficazes em alguns dos pontos fracos. Então porque não explicar quais são os pontos fracos, quais são os processos eficazes que a equipa treinou e simplesmente pedir-lhes para jogarem como sabem? Mesmo que a equipa esteja a perder, o treinador está a criar expectativas que é possível vencer. É uma excelente estratégia psicológica para reforçar a confiança do plantel. Regra número três: identificar os pontos fracos adversários que coincidem com os pontos fortes da própria equipa.


        Caso a equipa não disponha de nenhum processo extremamente eficaz perante um ponto fraco do adversário, o ideal será utilizar processos o mais eficazes possível que tenham sido corretamente treinados, tanto a defender como a atacar. Certamente será para a equipa mais fácil fazerem algo que treinaram e que sabem fazer, mesmo que essa escolha não seja o melhor processo perante o ponto fraco encontrado do que fazerem algo que seja universalmente eficaz mas a equipa não treinou. Isto quer dizer que, por muito bom que seja um processo de jogo, se não for treinado, dificilmente terá eficácia alguma. Treinar previamente processos distintos será uma grande ajuda antes dum jogo. Regra número quatro: a equipa deve jogar aquilo que sabe jogar, e não jogar a inventar.


       Se ao intervalo o treinador pediu esforço ao adversário, no fim do jogo, se a equipa conseguiu dar a reviravolta, o treinador deve agradecer o esforço. Elogiar o empenho e o trabalho efetuado durante a semana será um excelente elogio, mantendo a confiança da equipa para a semana de trabalho e para o próximo jogo. Inútil será não elogiar. O poder do elogio reforça a imagem de comando do treinador, é como se comprasse um serviço aos jogadores ao intervalo e no fim pagasse esse serviço. Da parte dos jogadores, quando conseguem a reviravolta, todos eles vão sentir necessidade de aprovação do seu treinador. Regra número 5: elogiar o esforço dos jogadores no fim da partida.


        Vamos então resumir estas cinco regras gerais para recuperar um resultado negativo. Existem centenas de regras que se aplicam a cada tipo de filosofia e características do plantel e as situações descritas são apenas exemplos, mas estas são as regras básicas:


Regra nº. 1: Treinar os processos da equipa, previamente

Regra nº. 2: Reforçar a confiança dos jogadores

Regra nº. 3: Identificar os pontos fracos do oponente que coincidem com os pontos fortes da própria equipa

Regra nº. 4: Jogar aquilo que preparou da forma mais eficaz quanto possível, sem inventar nada que possa atrapalhar

Regra nº. 5: Elogiar o desempenho no fim da partida


        Para concluir, podemos reparar que fazer a reviravolta a um jogo começa muito antes da própria partida. Começa no treino, e equipas bem treinadas têm mais hipóteses de virar o jogo a seu favor. Então, para ganhar começando a perder, o treino é fundamental.


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Categories: Estrategias de Jogo

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