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Liga dos Campeoes: SC Braga 1 - 1 Udinese

Posted by Valter Correia on August 22, 2012 at 7:00 PM

       Em noite europeia, duas equipas disputam a entrada para os milhões da Liga dos Campeões. O SC Braga tem um novo treinador e um estilo novo de jogo, ao passo que a Udinese, já conhecida aqui em Portugal, também é conhecida pelo futebol defensivo italiano. Fica o relatório deste jogo. Espero que gostem.




     Udinese


        Momento defensivo


        A Udinese mantém marcação defensiva à zona, com oscilação do médio direito entre defesa e meio campo. Di Natale mantém-se na frente como jogador-alvo, sempre posicionado para o contra-ataque. A equipa organiza-se em duas linhas, variando entre o 3-5-2 quando o adversário tem a posse de bola no flanco esquerdo, e 4-4-2 quando o adversário tem a bola no meio ou no flanco direito. Quando o adversário tenta penetrar em profundidade pelo meio, a equipa pressiona rapidamente o espaço em frente da baliza, em detrimento dos flancos, ou seja, concentra os jogadores no centro de jogo. Em cada uma das laterais, mantém a contenção por algum tempo, sem apresentar a máxima pressão.


        Transição defensiva


        A transição ofensiva é rápida e simples e com pouca mobilidade. Duas linhas de jogadores mantêm sempre segurança para as transições ofensivas. Entre um e dois jogadores pressionam em zonas altas. Conforme a progressão da equipa adversária, a equipa baixa as linhas e pressiona cada vez mais forte. Permite que o adversário tenha a bola perfeitamente controlada até à linha do meio campo. A seguir à linha, a pressão é feita em contenção e a transição defensiva termina quando a equipa está em linhas baixas e organizadas.





 

       Momento ofensivo


       A criação de situações de finalização é simples e pouco dinâmica, com jogadas rápidas e de poucas trocas de bola. A equipa pressiona ofensivamente com pouca largura. A criação de situações de finalização, quando a transição é feita pelo flanco direito, passa por levar a bola até à entrada da grande-área e efetuar um cruzamento curto e longe do guarda-redes. Se a transição é feita pelo lado esquerdo, a equipa não joga de forma tão profunda, mas de forma mais larga. Coloca a bola através de cruzamentos do meio campo, até mesmo para fora da área.


      Transição ofensiva


       A transição ofensiva é feita pelo contra-ataque, previsível, pouco dinâmica e pouco povoada por jogadores ofensivos. Após a recuperação da posse de bola, a equipa lança a bola para um jogador posicionado em frente às linhas defensivas. A equipa transporta a bola pelo chão, e o portador da bola é apoiado por mais dois jogadores, formando um triângulo. Um dos jogadores descai para o lado direito, onde procurará o cruzamento. Se o ataque é posicional, a zona de construção é sempre no flanco direito.


       Observações


        A equipa italiana limitou-se a gerir o resultado fora de casa, obrigando o adversário a procurar o resultado fora de casa. É provável que vai adotar a mesma estratégia em casa. Deixou sempre o adversário controlar o jogo, optando pelo contra-ataque, que se revelou eficaz e é provável que será ainda eficaz em casa. No entanto, a recuperação da posse de bola em zonas demasiado baixas e as poucas tentativas de manter a bola controlada mais longe da baliza levou a equipa a sofrer um golo. A equipa não apresentou o futebol espetáculo exigido pela massa associativa, mas tendo em conta a estratégia escolhida, jogou bem, cometendo poucos erros.


       Padrões encontrados em diferentes situações




        SC Braga


        Momento Ofensivo


        Os cruzamentos são feitos com a máxima largura, seja do meio-campo ou junto à linha de fundo. O lateral direito Leandro Salino é ofensivo, participando em muitos cruzamentos. Os jogadores apresentam bastante mobilidade, focados na construção pelo passe curto. Ainda na primeira parte, optaram pela bola longa para explorar pontos fracos da equipa adversária. Na segunda parte, procuraram a finalização através de inúmeros remates de longe, finalização em profundidade em frente à baliza e cruzamentos largos. Lima é o homem-alvo, descai para os flancos. Organizam ainda a oscilação, levando a equipa adversária a encostar-se a um flanco, levando depois a bola para outro flanco


       Transição ofensiva


        Com apoio dos médios ofensivos, a defesa faz inúmeras trocas de bola em linhas baixas enquanto a equipa se organiza. Apresenta sempre grande largura de jogo. A transição é rápida e vertical, com ligações entre meio-campo e ataque através do passe vertical longo ou progressão. Quase sempre é realizada pelos flancos, limitando a circulação da bola na zona central no setor mediano. A construção parte ainda de zonas baixas, com combinações entre laterais e médios. Quando recupera a bola, é imprevisível, variando entre progressão rápida ou alívio da bola do centro de jogo.


        Momento defensivo


        A pressão é feita em linhas médias, com a recuperação rápida da bola. Procura sempre assumir o jogo, não desce muito no terreno, mantém coberturas defensivas e pressiona forte, mesmo que seja apenas com um jogador. O posicionamento é horizontal, sem ocupar muito espaço vertical. Quando recupera a bola, está sempre próxima dos avançados.


        Transição Defensiva


        A transição é rápida. Os avançados fazem alguma pressão sobre os defesas, e os médios e defesas pressionam rapidamente. Mantém sempre os jogadores próximos e em bloco horizontal, permitindo a recuperação rápida da bola, a pressão imediata e o alívio da bola do centro de jogo em qualquer direção com segurança


       Observações


        As equipas de José Peseiro assumem o jogo com naturalidade. A equipa bracarense não é exceção. Infelizmente, sofreu um golo nas poucas ocasiões que a equipa adversária conseguiu chegar perto da baliza. Assumiu características de equipas de posse de bola, procurando por espaços vitais ainda na defesa, com inúmeras trocas de bola. É capaz de mostrar bom caudal ofensivo, com capacidades colocar a bola em autocarros inúmeras vezes, embora não tenha muitas soluções para finalizar pelo ar. O treinador ainda é novo no grupo, mas a equipa apresenta já um estilo de passe formidável, que consegue colocar a bola no avançado com facilidade. Podemos ainda dizer que a equipa apresentou duas formas de jogar diferentes em cada uma das partes, embora na segunda parte tenha arriscado muito mais, e com sucesso.


       Padrões encontrados em diferente situações




       Relatórios de jogo



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Categories: Observacao e análise

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