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O que aprendemos com Fabio Capello

Posted by Valter Correia on August 20, 2012 at 9:25 PM

       Fabio Capello é um treinador de futebol italiano, ex-jogador do SPAL, Roma, Juventus e Milan. Treinou quatro clubes (Milan, Real Madrid, Roma e Juventus), foi selecionador nacional da Inglaterra e atualmente é selecionador da Rússia. Bastante mediático, coleciona títulos importantes, entre os quais a Liga dos Campeões ao serviço do AC Milan. Fica alguns dos seus ensinamentos



     O treinador não vence os jogos sozinho


        Normalmente, costuma-se dizer que o treinador é responsável pela derrota, e por vezes também se diz que é responsável pela vitória. Mas o papel do treinador é tão importante como o papel dos melhores jogadores em campo. Se esses jogadores são capazes de resolver jogos sozinhos, devido à qualidade individual, as decisões principais partem do treinador, e por isso este também resolve jogos, embora de forma indireta. Os melhores treinadores são aqueles capazes de extrair o máximo dos seus jogadores, e nivelar a vertente tática, técnica e psicológica. Não importa o quanto mediático é o treinador, mas importa que o mister também faz parte do grupo, e que vencerá ou perderá como todos os jogadores.


        A definição do trabalho do treinador


        Esta questão interioriza o parágrafo anterior. Existem várias funções que qualquer treinador deve assumir com a maior responsabilidade. Primeiro, deve avaliar a força do plantel, a dinâmica, as características, os "buracos" e qualquer ponto forte ou fraco, ou seja, deve saber o que tem nas mãos para juntar com a própria filosofia e modelo de jogo predefinido, e assim escolher as bases para a equipa. Depois, em função dessas bases, deve desenvolver um método de treino, gerir o plantel, transmitindo a mensagem aos jogadores sobre as suas ideias. Apenas o pode fazer pelo treino, e não há mesmo outra forma de o fazer. Assim, consegue criar o estilo da equipa, formas de atacar, formas de defender, e formas de jogar. Segundo Fábio Capelo, é difícil conseguir atingir este ponto, principalmente para selecionadores, que não tem tempo para um processo tão rigoroso como este, mas com esforço e mentalidade vencedora, é possível.


        É preciso ser bom jogador para ser bom treinador?


        Não é comum que grandes jogadores se formem grandes treinadores, mas é mais provável que jogadores medíocres se formem grandes treinadores. Pelo menos a maioria dos melhores treinadores não foram os melhores jogadores da história. Podemos dividir os jogadores em dois grupos: o treinador ex-jogador e o treinador académico. Normalmente, treinadores ex-jogadores estão mais habituados ao futebol que o outro tipo de treinador, e ocupa a maior fatia dos treinadores de sucesso, distinguindo-se sobretudo pela vertente técnica. A exemplo temos Pep Guardiola que, nos últimos anos, podemos afirmar que ocupou o cargo de melhor treinador ex-jogador (foi jogador do Barcelona). Por outro lado, a fatia menor dos melhores treinadores do mundo é ocupada pelos treinadores académicos, que tem uma visão fora das quatro linhas e formas de pensar diferentes. Como exemplo, José Mourinho nunca foi jogador profissional, mas apresenta já uma carreira memorável.


        Destruindo o mito de jogar mal e vencer


        Para Capello, nenhuma equipa vence jogando mal. É impossível. Na realidade, existem vários estilos, estratégias e sistemas de jogar diferentes, que não agradam a todo o público assistente. Muitas equipas jogam em contra-ataque e fazem grandes exibições, porque tem jogadores extremamente rápidos. Outras equipas baseiam o jogo nos passes, como é o caso do Barcelona, porque os seus jogadores são extremamente criativos. Existem muitas formas de ganhar, que devem ter em conta outras características como a filosofia do clube e as exigências dos adeptos. Mas o que um treinador nunca se pode esquecer, é que não existem duas equipas iguais, e que por isso deve reconhecer o valor da cada jogador e saber enquadrá-lo na equipa. Se fizer isso com todos os jogadores do plantel, está a garantir que a equipa vai jogar bem e certamente vai ganhar.




 

        Adaptar os resultados às exigências do espetáculo

 

        Os resultados apenas dependem se a equipa jogou bem ou mal. Mas o espetáculo, é diferente. Existem várias condições que se devem ter em conta, principalmente o público assistente. Na Itália, ou na Inglaterra, se a equipa pratica um jogo lento, o treinador é acusado pelos adeptos como incapaz de levar a equipa ao sucesso. Por exemplo, no primeiro ano ao comando do Tottenham, Juande Ramos tentou praticar o futebol espanhol, ou seja, o passe, mas quando os jogadores corriam com a bola, Juande era vaiado pelos adeptos. Então se espetáculo não é ganhar, como nós o podemos definir? Tudo depende as exigências do público. O espetador paga para ver futebol e entende futebol como vencer com muito gesto técnico e com grandes jogadas de características táticas, na sua maioria ofensivas. Assim, podemos definir espetáculo como a equipa transmitir emoções fortes aos adeptos, ou seja, o espetáculo é a emoção e o treinador deve preparar a equipa para jogar para vencer, e para jogar mostrar emoção aos adeptos.


        A importância da equipa técnica


        Existem várias funções pertencentes à equipa técnica que, independentemente de cada uma dessas funções, todas são importantes e independentes, ou seja, capazes de se realizarem pelos meios existentes. Uma equipa técnica costuma fazer muitas reuniões, debates e tomam muitas decisões em conjunto, mas a decisão final parte sempre do treinador. Um treinador precisa da equipa técnica para o auxiliar nos trabalhos enquanto ele toma conta da equipa e dirige o treino. É incontestável que os melhores treinadores sempre tiveram um plantel de luxo a jogar e uma equipa técnica de luxo a apoiar, mas também é incontestável que os melhores treinadores são líderes capazes de transmitir as próprias ideias e gerir toda a equipa que os acompanha.


        Quando um jogador não joga, o treinador tem que lhe dar uma explicação


        Este é um problema retratado por muitos treinadores, seja de futebol, seja de outro desporto, e até por outros líderes que não estão ligados ao desporto, como encarregados na construção civil, chefes em grandes centros de comércio, e por ai diante. Não é fácil se aceitar que temos pouco valor, pois todos nós queremos aprender e evoluir, seja porque procuramos uma carreira de sucesso, seja porque queremos construir uma vida confortável, ou juntar dinheiro para estudar, entre outros objetivos pessoais. Mesmo nós já sentimos o que é não ter sempre oportunidade para experimentar, para trabalhar, para competir ou neste caso para jogar. Aquilo que o treinador deve fazer, é explicar ao jogador porque não joga, quais são as razões e pedir um esforço ao treinador para provar que merece cada oportunidade. Quanto ao jogador, deve entender porque não joga, o que está a falhar e que deve corrigir, entender que não é apenas ele mesmo que quer jogar, assim como toda a equipa, mas sobretudo aceitar cada decisão do treinador e mostrar que merece todas as oportunidades que o treinador que pode arranjar. Não é fácil colocar 22 ou 23 jogadores em campo, quando só 11 são permitidos. Uma das decisões que o treinador pode tomar, independentemente das exigências, é rodar os jogadores na forma certa para vencer, ou seja, se os jogadores mais utilizados conseguirem vencer, os jogadores menos utilizados aceitam que o treinador está a tomar as decisões corretas. Mas se a equipa não vencer, os jogadores vão sempre duvidar do treinador.


       Qual é a sua opinião sobre a função do treinador? Quais são as dificuldades do treinador para atingir o sucesso pessoal e da equipa?


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Categories: Psicologia e Comunicacao

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