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5 pontos importantes acerca as transicoes ofensivas

Posted by Valter Correia on February 25, 2014 at 8:55 AM

       Sempre que falámos do jogo, temos imensos pontos para analisar. Enquanto treinadores, a forma como observamos o jogo, a forma como o entendemos e tudo o que já prendemos acerca o jogo, nos leva a tomar decisões melhores ou piores em função daquilo que está a acontecer no jogo. Não foi há muito tempo que analisamos dois lances do Chelsea, na vitória ao Manchester City, em que foram criadas duas excelentes oportunidades de golo devido à forma como o Chelsea realizou as suas transições ofensivas. Então, vamos perceber porque as transições são tão importantes.





       Muitos treinadores entendem transições ofensivas por movimentações, que não está errado. Na transição ofensiva, os jogadores dirigem-se em direção ao meio-campo ofensivo pelos vários corredores, ocupando posições que possam servir a sua equipa no momento ofensivo. Então, se uma equipa se sabe movimentar para o meio-campo ofensivo, terá mais hipóteses de ter sucesso durante o momento ofensivo. Vejamos alguns pormenores importantes para realizar uma transição ofensiva com sucesso.

     1. Os jogadores devem distinguir se devem atacar rapidamente, ou subir em bloco

       Há duas formas de atacar: de forma rápida e de forma posicional. Mas nenhuma destas formas de atacar vai servir todas as situações de jogo. Existem momentos em que temos imenso espaço para atacar, e por isso devemos chegar à baliza o mais depressa possível. Noutros momentos, não temos esse espaço, e por isso, precisamos construir o jogo, de forma mais lenta e segura.



  


     2. Devemos gastar o menor tempo possível durante a transição

       Não importa se a transição é feita em ataque rápido ou ataque posicional. Importa é que as coisas sejam bem-feitas, e se possível, rápidas, para não deixar o adversário recuperar posições. Por exemplo, no ataque rápido, se a equipa demorar muito tempo a alcançar a baliza adversária, o adversário irá recuperar posições e ocupar o espaço. Para a equipa que ataca, a missão fica bem mais difícil, e o desgaste foi elevado.


       Para o ataque posicional, dependendo da forma como é feito, a bola não pode ficar sempre no mesmo sítio. Se a equipa adversária flutua imenso, devemos trocar a bola de corredor, ou seremos pressionados rapidamente. Se a equipa persegue individualmente, devemos fazer os jogadores movimentar, para atrair os adversários e criar espaços benéficos para a nossa equipa. E se a defesa adversária for muito sólida, então precisamos ser rápidos a penetrar na defesa adversária, ou perderemos a bola.





     3. A habilidade de passe deve ser elevada

       Quando a nossa equipa ataca, não existe nenhuma ação técnico-tática mais importante que o passe. Antigamente, quem fintasse melhor, conseguia chegar mais vezes à baliza, mas hoje, as coisas não funcionam dessa forma. Hoje, para chegar à baliza adversária, não só é necessário que os jogadores se saibam mover como também saibam passar corretamente. Um mau passe pode definir uma transição ofensiva pela negativa

       Por exemplo, os passes simples podem tirar a bola de uma zona de pressão, evitando que a equipa vá perder a posse de bola. Temos os passes verticais, ou em direção à linha de fundo adversária, que fazem a bola ultrapassar toda uma linha de marcação. Temos também as tabelas e combinações táticas, onde vários jogadores se envolvem numa situação de jogo, trocando a bola várias vezes e evitando a sua perca.

       Qualquer equipa que tem uma boa relação com bola, sabendo se movimentar, pode criar qualquer situação de finalização. O passe é a ligação no jogo entre dois jogadores, logo, sendo o futebol um desporto coletivo, onde é preciso "ligar" os jogadores, precisamos também que os jogadores tenham habilidades no passe. Não existe outra forma.

     4. O treino conta, e conta imenso

       Não estou a escrever nada que ninguém não saiba. O treino é a única forma de fazer a equipa jogar como nós queremos. E só treinar, não chega. Precisamos treinar bem, treinar o que queiramos que aconteça no jogo. Por exemplo, vejamos o posicionamento a seguir, com uma imagem retirada do jogo recente em que o Barcelona perdeu 3-1:





       Independentemente do que aconteceu nesse momento, sabemos que o Barcelona estava em momento ofensivo, numa situação 8x7 com guarda-redes para a equipa que defende. Para que os jogadores saibam como resolver essa situação no jogo, podemos desenhar um exercício com o mesmo espaço, pedir-lhes as movimentações que queremos, e adicionar objetivos à equipa que defende, para que a nossa equipa também reaja à perca da bola. Este é apenas um meio de treinar os jogadores para aquilo que queremos que eles façam no momento. Será um exercício bem melhor que os colocar a correr em volta do campo.


       Vejamos outra imagem, desta vez do embate entre Manchester City e Chelsea:




       Neste exemplo, temos uma situação diferente. A equipa que recupera a bola, ataca rapidamente. Naquilo que o treinador entender, seja recuperar posições, pressionar o portador da bola, fechar linhas de passe, ou outra opção diferente, este irá desenhar um exercício em função do espaço ocupado no campo, e irá pedir as funções aos jogadores no momento da perca da bola. Pode, por exemplo, adicionar pequenas balizas para a equipa que recuperou a bola, fazer a bola passar por essas balizas, ou uma grande baliza para fazer golo. Para a equipa que perdeu a bola, pode colocar os mesmos objetivos, ou então, se pretender amplitude no momento ofensivo, duas balizas o mais afastadas possível no limite do exercício. As opções são muitas, cabe ao treinador ter um objetivo e traçar uma forma de jogar que leve a esse objetivo.

     5. A bola entra no meio-campo ofensivo

       Mais importante que tudo, a transição ofensiva é responsável por fazer a bola entrar no meio-campo ofensivo, ficando muito mais perto da baliza adversária. Qualquer equipa deve ser hábil em todos os momentos claro, mas é na transição ofensiva que uma equipa consegue colocar a bola no ataque. Isto quer dizer que, se uma equipa não é capaz de realizar a transição ofensiva com sucesso, a probabilidade de conseguir pontuar no jogo será baixa. Convido os leitores a acompanhar um outro artigo, que refere 5 dicas para realizar a transição ofensiva com sucesso, apenas clicando aqui.


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Categories: Metodos de Jogo

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