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Confira as dicas mais simples para criar o seu modelo de jogo

Posted by Valter Correia on December 15, 2013 at 4:55 PM

        Desde sempre atribuímos imensa importância na criação de um modelo de jogo, visto este ser o ponto de partida da construção de uma equipa. Após a publicação dos artigos "Como criar um modelo de jogo de sucesso", "Descubra um método para inserir o seu modelo de jogo na sua equipa" e"Princípios para construir um modelo de jogo equilibrado", compreendemos a importância de criar um modelo de jogo para a nossa equipa. Dessa forma, hoje vamos rever algumas dicas extremamente simples para criar o nosso modelo de jogo, como forma de compreender toda a estrutura onde o modelo de jogo está inserido.


       Porquê compreender a estrutura de um modelo de jogo?


       Eis uma pergunta muito interessante. Muitos treinadores colocam o modelo de jogo numa posição muito elevada, sem compreender como este se relaciona com a equipa, com o treino e consigo mesmo. Não compreender uma estrutura que envolve um modelo de jogo, equivale ao treinador não compreender como realmente funciona o futebol nem como construir uma equipa. Estas oito dicas equivalem a oito "pontos de energia" que pertencem à estrutura que envolve o modelo de jogo, onde todos estão ligados entre si. É como uma fábrica. Se um ponto falhar, os restantes pontos podem não falhar, mas a posição e a força de cada "ponto de energia", não serão certamente as mesmas. Vamos então, compreender como funciona a estrutura de um modelo de jogo

 

       1. Esteja atento às leis de jogo


       Nada melhor do que utilizar as leis de jogo para criar uma forma de jogar. Um dos meus estilos de jogo favoritos, que passa por explorar as costas da defesa, sempre deixa um futebol bonito e atraente, eficaz e serve-se das leis de jogo. Para criar situações nas costas da defesa, onde fica um atacante de frente com o guarda-redes (igualdade numérica é vantajoso para quem ataca), é necessário ter uma equipa capaz de jogar em linha-de-fora-de-jogo, e que por isso, precisa conhecer bem as leis de jogo. A capacidade de uma equipa em arrancar faltas dentro da área ou de se servir de faltas estratégias é outro argumento para nos servirmos das leis de jogo para criar um modelo de jogo, ou parte dele2. Os princípios e subprincípios de jogo.



        2. Os princípios e subprincípios de jogo


       Em qualquer organização coletiva, existem formas de criar ligações entre os colegas de equipa. No futebol, designamos essas ligações como princípios de jogo onde, cada princípio, orienta um ou vários jogadores, dependendo do contexto em que os atletas se inserem. Por exemplo, para situações de 1x1, os princípios individuais entram em jogo e para situações com mais de um adversário ou colega de equipa, como por exemplo 2x2, entram em jogo os princípios coletivos. Cada partida de futebol é composta por situações desde 1x1 até 11x11 se necessário. Por esta razão, ao traçar o nosso modelo de jogo, devemos ter os nossos princípios e subprincípios bem definidos para cada situação, para que cada jogador saiba exatamente o que irá fazer em cada situação em particular. A isto chamámos de organização de jogo.


       3. Reconheça as vontades dos jogadores


       Há coisas em futebol, como em tudo, onde as emoções falam mais alto que a lógica. Por outras palavras, há coisas que os jogadores não são capazes de fazer porque apenas se sentem desconfortáveis com isso, ou porque não passaram por situações que os ajudem a pensar logicamente. Por exemplo, quando adaptamos um jogador a uma nova posição, é normal que este não esteja habituado a essa posição. Podemos utilizar um caso conhecido, como recuar o extremo para a posição de lateral. Haverá momentos em que este jogador não saberá defender, nem terá atitudes para defender, porque na sua antiga posição, estava habituado a atacar. Mas, para perceber esta relação entre emoção e lógica, precisamos ir ainda mais fundo, e compreender como apenas um jogador pode influenciar todos os outros jogadores, seja dentro do campo, no balneário ou no grupo. Um jogador, apenas com a falta de vontade de representar a equipa, isso afetará o grupo e poderá destruí-lo. Da mesma forma, um jogador que tem vontade de vencer, pode levar o grupo inteiro a querer vencer com ele. E como isto se encaixa no modelo de jogo? Ter garra não é nada de estratégia nem de organização tática. É apenas uma emoção, mas que fará o jogador ter atitude de jogar. Numa outra ocasião vamos aprofundar como as emoções controlam uma equipa, mas por agora, basta este exemplo.

 

       4. A capacidade individual de qualquer atleta


       Nunca devemos por em causa, a qualidade de qualquer atleta. Juntando a isso, devemos reconhecer qual é a capacidade de qualquer um dos nossos atletas e como os devemos juntar na equipa. Ser extremo, ser médio centro ou atuar em qualquer outra posição não significa que um jogador seja capaz de fazer todas as funções em todos os modelos de jogo. Será capaz de realizar algumas coisas, mas não será capaz de realizar outras. Desta forma, importa reconhecer qual é a capacidade do jogador para a posição, e usá-lo de acordo que seja benéfico para a equipa.

 



       5. A competição que vamos enfrentar


       Muitos treinadores parecem levar mais seriamente outros modelos vencedores do que a competição que a equipa vai enfrentar. Não é errado seguir o exemplo de modelos vencedores, mas a nossa competição nunca deve ser descartada. Por vezes, modelos vencedores não se enquadram com a competição que enfrentámos, devendo por isso, não seguir modelos de jogo vencedores, mas escolher um modelo de jogo que se enquadre com a competição que enfrentámos, mesmo que seja um modelo razoável.

 

       6. A filosofia enquanto treinador


       Eis mais uma relação entre emoção e lógica para construir o nosso modelo de jogo. Da mesma forma que as emoções interferem nas várias situações dos jogadores, escolher um modelo de jogo depende também das emoções do treinador, desde o seu passado como jogador assim como as suas convicções para a equipa. Atribuindo valor positivo a uma convicção, escolher um modelo de jogo convicto que este será vencedor, com bases para controlar a partida, só pode trazer bons resultados.

 

       7. O método de treino


       Existe uma forte relação entre modelo de jogo e modelo de treino, onde, o primeiro só pode evoluir se encaixar com o segundo. Por exemplo, um modelo de ataque rápido e um modelo de ataque posicional tem modelos de treino diferentes. Não vamos de maneira nenhuma escolher um modelo de jogo apenas em função de um modelo de treino, mas sabemos que precisamos escolher uma forma de jogar que seremos capazes de instaurar na equipa.


       8. A psicologia aplicada ao desporto


       Adoro psicologia, e começando a falar de psicologia, é difícil terminar. Sei que alguns leitores não gostam de psicologia ou não compreendem o quanto esta é necessária no desporto, mas para toda a organização de uma equipa, de uma empresa, de um grupo, ou de qualquer coletivo, a psicologia é necessária para iniciar e manter os bons resultados. Comandar uma equipa, envolve psicologia; motivar os jogadores, envolve psicologia; comunicar corretamente, envolve psicologia. Desta forma continuarei a publicar e aprofundar artigos de psicologia, de forma que todos nós possamos compreender como funciona.

 

       Após estas oito dicas, devemos repensar a forma como construímos modelos de jogo. Caro leitor, quais são as suas ideias para construir modelos de jogo?


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Categories: Modelo de jogo

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