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5 Dicas para realizar a transicao ofensiva com sucesso

Posted by Valter Correia on September 22, 2013 at 11:50 AM

        Claramente todos reconhecemos que não é só de organização tática que se constrói uma equipa de futebol. Existem várias vertentes diferentes que o treinador precisa saber para que a equipa possa lidar com vários fatores e evoluir progressivamente. Os leitores mais fiéis da nossa comunidade já reconheceram porque razão os assuntos dos artigos são variados. Treino, Psicologia e Organização tática são as três categorias principais que aqui discutimos, mas é organização tática que vamos estudar desta vez.

José Mourinho sempre valorizou as transições de jogo como momentos cruciais para a organização da equipa. Se a transição for bem efetuada, a equipa estará corretamente posicionada para jogar.

        Para o exemplo deste artigo, se a equipa realizar a transição ofensiva de forma correta, os jogadores estão melhores posicionados para construir ações ofensivas de qualidade. Isto é, se pretendemos atacar por um lado do campo e colocámos nesse lado, jogadores capazes de atacar como queremos, é mais provável que esses jogadores consigam levar a bola até zonas mais adiantadas do terreno, onde é possível há equipa criar mais e melhores situações de finalização. Segue uma lista de tópicos, diferenciando os passos para criar uma transição ofensiva de qualidade.



       1. Recolher informações detalhadas acerca o adversário


       Infelizmente, nem sempre é possível entrar em jogo conhecendo como o adversário vai jogar, principalmente em escalões inferiores. Mas é possível obter essas informações durante a partida de futebol, analisando como o adversário está a jogar. A partir das informações recolhidas, é que podemos traçar uma forma para a equipa realizar a transição ofensiva. Como está a jogar o adversário? Pressiona muito no nosso meio-campo ou deixa jogar livremente? Onde cria as zonas de maior pressão? Quais são os jogadores fundamentais na organização adversária? E como podemos desorganizar essa organização defensiva? Habitualmente, se demoramos imenso tempo a levar a bola ao ataque (transição ofensiva) ou se a levamos pelos meios errados, é possível que o adversário esteja pronto para defender, o que diminui as chances de criar uma finalização bem sucedida. Por outro lado, se formos rápidos de mais, pode haver o risco de fazer uma jogada precipitada e a nossa equipa não estar pronta para defender. Através destas informações podemos definir qual é o nosso ritmo de jogo para levar a bola ao ataque, de forma equilibrada tanto defensivamente quando ofensivamente.


       2. Analisar as informações recolhidas


       Sabendo como joga o adversário, apenas precisamos de procurar um encaixe tático entre a nossa equipa e a equipa adversária. Revemos quais são os processos que temos disponíveis na nossa equipa, isto é, os que já treinámos previamente durante a semana, e escolhemos aqueles que vão de encontro a pontos fracos do adversário. Por exemplo, a habilidade da nossa equipa é a amplitude de jogo, temos extremos fortes tecnicamente, e dois jogadores que sempre vão à área adversária vindos de trás, que finalizam bem ao primeiro toque mas são fracos no ar. E para o adversário, temos uma equipa que pressiona muito no nosso meio-campo, mas é igualmente fraca no jogo aéreo em frente à nossa baliza. Bem, juntando estas duas informações, podemos criar um processo ofensivo que possa colocar a bola nos extremos (tal como a equipa ataca em amplitude) e levar um jogador de cada lado do campo a apoiar o extremo quando este recebe a bola.



 

       Analisando as informações que temos acerca o adversário, podemos explorar os seus pontos fracos e encontrar uma forma de os explorar. A importância da recolha e da análise de informações detalhadas acerca o adversário, reside em evitar perca de tempo e desgaste desnecessário a tentar levar a bola até ao alvo sem resultado.


       3. Escolher uma forma de atacar


       Através da análise já feita, já sabemos quais são os pontos fracos do adversário (jogo aéreo) a defender e como este tenta impedir a bola de lá chegar (forte pressão a meio-campo). Desta forma, sabemos que será importante ganhar a bola a meio-campo para evitar a pressão adversária, assim como após o meio-campo, levar a bola para um dos extremos da nossa equipa, que será apoiado por um jogador. A troca de flanco, seja pelo ar ou pelo chão, será uma excelente ideia para utilizar neste jogo, não só porque retira a bola da zona de pressão (e haverá muitas zonas de pressão), como a coloca num espaço vazio onde podemos progredir no terreno para alcançar os extremos. Então a nossa transição ofensiva será feita através da manutenção da posse de bola.




       4. Escolher as movimentações e os posicionamentos


       Se já sabemos como vamos atacar, devemos agora organizar os jogadores. Peço atenção a um pormenor muito importante: a transição ofensiva deve coincidir com o momento ofensivo. Atendendo a isto, precisamos de criar movimentações dos jogadores que possam levar os extremos a ser bem servidos e apoiados em momento ofensivo, tal como a libertar espaço para a entrada dos dois jogadores. Vamos começar pelos extremos e vamos pensar assim: vamos fazer troca de flanco na transição ofensiva e apoiar o extremo no momento ofensivo. Nada melhor que ter o defesa lateral subido. Assim recebe a bola e estará pronto para apoiar no momento ofensivo. Agora, para organizar a entrada dos dois jogadores, também precisamos dum plano.



 

        Podemos criar aleatoriedade na entrada desses jogadores. Ora um deles tanto apoia o extremo do seu lado do campo, e entra o outro para finalizar, como apenas entra um e o outro fica atrás para receber a bola no pé, ou ainda entram os dois para finalizar. Através da movimentação de apenas dois jogadores ainda durante a transição ofensiva, temos três opções diferentes no momento ofensivo para tratar da bola. A isso, incluímos também a imprevisibilidade da equipa através da forte mobilidade dos nossos jogadores.


       5. Obter o feedback da decisão escolhida


       Durante o jogo, escolhemos a nossa movimentação e posicionamento para a nossa transição ofensiva, de forma que seja possível levar a bola ao ataque e explorar os pontos fracos adversários. Mas só no jogo poderemos saber se a decisão foi ou não a mais acertada. O nosso dever é voltar ao primeiro passo aqui descrito, observar a analisar o adversário e reconhecer se devemos manter o nosso processo de jogo ou se devemos fazer alterações. Se pudermos atribuir princípios que regem as decisões do treinador, o princípio do feedback seria um dos princípios fundamentais da organização de jogo por parte do treinador.


       Confira alguns dos nossos artigos




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Categories: Observacao e análise

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1 Comment

Reply Lucas
12:09 AM on September 29, 2013 
Parabens pelos artigos Valter!

Me chamo Lucas e tenho 27 anos, infelizmente não tive a oportunidade de me tornar um jogador profissional, porém como você, sou apaixonado por futebol.
Lhe parabenizo pelo ótimo trabalho que vem executando, continue assim, disponibilizando conteúdos de excelente qualidade.

Um forte abraço.

Lucas Benzi (Brasil)