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Diferentes razoes porque os guarda-redes devem jogar bem com os pes

Posted by Valter Correia on July 27, 2013 at 7:25 PM

       Recentemente, grande parte da massa associativa no futebol deixou de ver os guarda-redes como jogadores cujo jogo passa apenas pelas mãos. A periodização tática evoluiu imenso o treino, possibilitando também a evolução da organização tática. Neste sentido, procuraram-se também novas soluções táticas, novas diretrizes e novos conceitos, levando então os guarda-redes a jogar com os pés além das mãos. Hoje, guarda-redes com excelentes reflexos e muito bons de mãos não deixaram de ser bons guarda-redes, mas os melhores guarda-redes, pelo menos para as equipas que se querem campeãs, são os guarda-redes com jogo de mãos e com jogo de pés, tornando-os uma peça vital em várias ocasiões de jogo.


       Embora seja ainda um assunto um pouco desconhecido ou de pouca importância, talvez por falta de conhecimento tático de vários treinadores ou porque não reconheceram ainda a verdadeira importância do jogo de pés do guarda-redes, a verdade é que é fundamental ter guarda-redes na equipa que sabem jogar a bola com o pé, por várias razões que vamos enumerar. Desde cedo, José Mourinho afirmou que queria sempre ter guarda-redes muito bons com os pés, e fazia questão de treinar os guarda-redes nos exercícios da equipa, nem que a sua função fosse apenas pelo passa e recebe. A capacidade de passe também é muito importante. Seguem algumas razões porque os guarda-redes devem ter um bom jogo de pés.  Nota importante: este artigo já estava planeado, mas o nosso leitor Manuel Furtado, entre outros, incentivaram-me a escrevê-lo. Deixe a sua sugestão também.

 




       Aliviam muitas vezes a bola

 

       Muitas vezes, encontrá-mos situações de grande pressão junto à baliza de uma equipa, como num canto por exemplo. A opção mais segura nesta zona, é sem dúvida o guarda-redes agarrar a bola, uma vez que o adversário não lhe pode roubar a mesma das mãos. Mas, para o guarda-redes iniciar rapidamente um contra-ataque por exemplo, se lançar a bola com as mãos, esta dificilmente chegará ao meio-campo. Não é fácil lançar uma bola tão longe. Para isso, o guarda-redes utilizará os pés, chutando a bola para a zona onde está um colega de equipa bem posicionado, sendo essa zona, já no meio-campo adversário. Desta forma, a capacidade do guarda-redes em colocar a bola longe com os pés, não só diminui o percurso que os colegas tem de percorrer para alcançar a baliza adversária com a bola, como coloca também a bola longe da própria baliza, obrigando o adversário a ter mais trabalho para alcançar de novo a nossa baliza, como oferece mais tempo para a equipa se recompor

 

 

       Pontapés de baliza devem ser eficazes

 

       Os típicos pontapés de baliza, são sempre situações importantes, onde muitas vezes ouvimos adeptos e treinadores a dizer que determinado guarda-redes bate bem a bola. De facto, a capacidade de um guarda-redes no pontapé de baliza muitas vezes torna-se um fator chave, até mais importante do que a forma como os colegas de equipa resolvem a situação. Um pontapé de baliza não é mais do que um passe longo, e quando bem medido e bem colocado, por melhorar as hipóteses da equipa atacar bem. Por exemplo, vamos supor que a equipa adversária, durante a nossa saída de jogo, pressiona no seu meio-campo defensivo e que a nossa equipa pretende sair a jogar pela lateral, através do pontapé de baliza para um jogador colocado junto à linha lateral. Neste caso, se o guarda-redes joga mal com os pés, provavelmente a saída de jogo vai correr mal, pois este tanto pode pontapear a bola para a zona de pressão adversária, como pontapeá-la para fora. Em ambas as situações a equipa perde a bola em cinco segundos, não por arriscar marcar golo, mas por falta de qualidade técnica do guarda-redes.

 

       São sempre apoios para passar e receber a bola

 

       Como referi anteriormente, a capacidade de passe é muito importante. Muitas vezes, a equipa sai a jogar pelo chão, trocando a bola na defesa até encontrar uma solução viável. No entanto, a pressão adversária é tão elevada e perto da nossa baliza, que os nossos jogadores podem perder a bola se arriscarem passar para a frente. Ou então, os adversários estão demasiado perto e tentam recuperar a posse de bola. Acontece que existe ainda uma opção disponível e sempre viável: o guarda-redes. Os jogadores podem passar para trás para o guarda-redes, que e um jogador livre de marcação. Neste caso, a função do guarda-redes não é defender a baliza, mas apoiar a equipa na saída de jogo. Muitas vezes, vemos situações onde os jogadores atrasam a bola para o guarda-redes, mas estes, sem sequer saberem receber um passe, cometem um erro muito grande, acabando por dar em golo, a que nós chamamos frango. Na realidade atual do futebol, um guarda-redes deve saber passar e receber a bola, nem que seja pela imagem que passa aos adeptos ao evitar os ditos frangos.

 

       Conclusão: os melhores modelos de jogo englobam os seus guarda-redes nos processos de jogo

 

       Bem, existem muitos modelos de jogo bem estruturados e com excelentes formas de colocar a equipa a jogar. No entanto, arrisco-me a dizer que esses modelos de jogo foram feitos para apenas 10 jogadores. Quando incluímos o guarda-redes nos processos de jogo, o nosso modelo de jogo é composto não por dez, mas por onze jogadores, elevado o número de soluções possíveis do que diz respeito ao domínio da bola. Muitas vezes, um guarda-redes com bom jogo de pés é muito mais útil à equipa que um guarda-redes com reflexos. Mas o ideal é mesmo ter os dois.


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Categories: Metodos de Jogo

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