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Defesas ajudam a atacar, atacantes ajudam a defender. Não existem jogadores com funções isoladas

Posted by Valter Correia on November 24, 2014 at 1:35 PM

 Muitas vezes, ouço barbaridades tais como os atacantes só servem para atacar e os defesas só servem para defender, que de certa forma, de deixa assustado. O futebol não é mais complicado do que pensamos, porque nem é difícil parar por um momento, observar, e perceber. No entanto, é mais complexo do que julgamos, porque infelizmente, muitos de nós nem tiram tempo para observar esta modalidade. A muitos, recomendo parar, estudar e observar o jogo tal como ele é, e deixar de táticas que eu não consigo perceber de onde vêm.

 

     Os defesas a atacar


       Vamos começar por quebrar o mito dos defesas que só servem para atacar. Muitos modelos de jogo são de tal forma limitados, que diminuem as suas opções ao portador da bola, de tal forma, que este tem poucas escolhas para fazer.


       No futebol, no que diz respeito às movimentações ofensivas, temos a transição ofensiva, que é quando levamos a bola para o ataque, assim como o momento ofensivo, que é quando temos a bola no ataque e queremos marcar golo. Porém, nem sempre existem condições para marcar golo, e continuar a tentar conduzirá a equipa a perder a posse de bola.




       Nesse caso, existe o relançamento do processo ofensivo, que é quando participam ativamente os defesas. Esta fase é idêntica à saída de jogo, pois a equipa parte com a bola controlada dos jogadores mais recuados, em zonas onde existe mais espaço para pensar e agir, logo, onde existe mais espaço para tomar decisões corretas.


       Então, os defesas tem extrema importância na saída de jogo e no relançamento do ataque, uma vez que estes se encontram de frente para o jogo, e é dos pés deles que se vão iniciar os ataques. Logo, estes jogadores, devem ser capazes de ler o jogo como se fossem médios, e ter capacidades técnicas, de passe por exemplo, como se fossem atacantes.


     Os atacantes a defender


       No sentido inverso, a lógica é a mesma. No futebol, temos a transição defensiva, e a organização defensiva. No entanto, as ações com bola não são feitas pela nossa equipa, e por isso, precisamos importunar as ações do adversário e/ou fechar espaços. Algumas equipas preferem fechar espaços, e preparar para contra-atacar, outras equipas preferem importunar adversários e limitar as ações do portador da bola. Depende da estratégia.


       Nesta situação, os atacantes devem ser capazes de fechar espaços durante a transição, devem ser capazes de entrar em contenção e dificultar as escolhas ao portador da bola, e ainda tentar o desarme quando possível. Isto são ações defensivas, realizadas no meio-campo, por jogadores de caráter ofensivo.


     Conclusão


       Para alguns pode soar estranho, mas isto não é mais do que a natureza do jogo. O modelo de jogo, deve ser dinâmico, ao ponto que os jogadores possam e cumpram várias funções, assim como deve ser dinâmico, ao ponto que os jogadores tem a hipótese de escolher a melhor decisão possível, invés de jogar mecanizado. Nem sempre surge a mesma situação no campo, logo, os jogadores não podem tomar sempre a mesma decisão. O modelo de jogo deve ser um apoio aos jogadores, e não um plano rígido e constante, como se de uma linha de produção de uma fábrica se tratasse. Esta breve análise ao Bayern Munique, pode provar toda a dinamica que os jogadores devem ter.

 

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Categories: Observacao e análise

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2 Comments

Reply AGEN JUDI BOLA ONLINE TERPERCAYA
1:53 PM on September 2, 2017 
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Reply Samuel Marques
9:08 PM on February 11, 2015 
A limitação de alguns modelos de jogo acabam a obrigar o jogador a partir para individualidade, pois ele não tem opções, aumentando o risco de perder a bola em áreas perigosas. Um grande problema é que os meias e atacantes ACHAM que recuar a bola para um zagueiro a iniciar o processo ofensivo é atestado de incompetência, pois eles não conseguiram ultrapassar a linha defensiva do adversário colocando em xeque suas habilidades individuais.