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Análise Tática ao Santos FC

O campeonato brasileiro de futebol é conhecido pela enorme qualidade técnica dos seus executantes, podendo-se até dizer que é uma característica do ADN do Jogador brasileiro.


Fomos analisar o Santos, 1º classificado do campeonato Paulista e Vice-campeão do Brasileirão, comandada por Dorival Júnior, num jogo bastante interessante que teve como visitante o São Paulo, equipa de Rogério Ceni, o ex e lendário guarda-redes. Com Ceni, São Paulo lidera o Grupo B do Campeonato Paulista, tendo vir a apresentar um futebol de elevada qualidade.

Procurou-se analisar o atual Vice-campeão Brasileiro, sendo que neste jogo, foi batida em casa pela formação de Ceni, por uns expressivos 1-3.

Em primeiro lugar, são apresentados os golos que marcaram o encontro, assim como alguns comentários acerca do que os originou.


Desporto3

Click here to edit textEm relação à forma como se apresentou o Santos, são dissecados os seguintes aspetos:

1. Organização Estrutural

2. Transição Ataque-Defesa

3. Organização Defensiva

4. Transição Defesa-Ataque

5. Organização Ofensiva

1. Organização Estrutural

A equipa de Dorival apresentou-se num 4-3-3 em momento defensivo, que se desdobrava em 4-4-2 sem bola. Nesta caso, Lucas Lima auxiliava Rodrigão na pressão aos centrais adversários, sendo que Vitor Bueno e Copete desciam para formar uma linha de 4 com Thiago Maia e Leandro Donizete.


• Momento Ofensivo (4-3-3)

• Momento Defensivo (4-4-2)

2. Transição Ataque-Defesa

Neste momento, normalmente equipa do Santos é rápida na reação ao momento de perda e retiro de profundidade da equipa adversária. Neste última caso, tem preferência pela utilização de um homem livre (líbero) ao invés de jogar em linha.

Na situação TD3, houve uma completa desorganização no momento anterior (organização ofensiva) que só não deu em golo face à grande ação de recuperação de Yuri.


3. Organização Defensiva

Neste momento, em 4-4-2, a equipa do Santos teve bastantes dificuldades, nomeadamente:

• Na 1ª Fase de Construção da equipa do São Paulo: proteção dos corredores laterais e de meia eram mal executada. Rodrigão e Lucas Lima tiveram muitas dificuldades face a construção com 3 elementos do São Paulo.

• Ausência de pressão com bola no seu meio campo: extrema passividade permitiu e convidou a equipa de Ceni a se instalar no seu meio campo com bola, crescendo no jogo à medida que tinha mais posse de bola e , em simultâneo, lances de perigo na baliza guardada por Vladimir.


4. Transição Defesa-Ataque

Verificou-se a tendência de, mal ganhava a bola, a equipa do Santos não arriscar em verticalizar. Ao invés, procurava guardá-la e ir subindo o bloco ofensivo através de ataque continuado até ao ½ campo adversário.

Porém também existiram momentos de verticalidade pós o ganho da bola, principalmente por Rodrigão, Copete, Lucas Lima e Bruno Henrique (quando entrou). Bueno, por outro lado, era um jogador mais posicional que procurava receber no pé e Copete, talvez fruto do cansaço, passou a dar menos profundidade ao longo do jogo.

Porém com o passar do jogo e com o resultado desfavorável no marcador, as Transições Defesa-Ataque da equipa da casa foram perdendo qualidade, por falta de abertura posicional coletiva.


5. Organização Ofensiva

A equipa do Santos teve algumas dinâmicas recorrentes ao longo do jogo, nomeadamente:

• Lucas Lima importante partindo do centro para os corredores laterais;

• Triangulações em corredores laterais (muitas delas provocadas por extremo+lateral desse corredor+ Lucas Lima);

• Aproveitamento das costas dos laterais do São Paulo;

• Cruzamento a ¾ do campo em caso de bola descoberta (sem pressão do adversário).


Foi extremamente interessante ver, o Vice-campeão Brasileiro a jogar em casa e começar melhor o jogo, ter muitas dificuldades contra uma equipa extremamente bem orientada, por Ceni.

Será interessante observar o crescimento destas duas equipas que certamente irão se defrontar novamente e proporcionar mais um belo espetáculo de futebol.